|
Textos e Artigos Redes e comunidades na Internet
Sempre que olhamos para a vida, olhamos para redes.
A palavra “rede” deriva do latim “retis”. Significa entrelaçamento de fios com aberturas regulares que formam uma espécie de tecido. Remete à idéia de teia, malha, estrutura reticulada, trama, e assume diversas conotações e significados nas mais diversas áreas, como em Educação, Biologia, Informática, comércio, entre outras. GOMEZ (2004) destaca que, no âmbito da educação, as comunidades virtuais representam hoje um grande avanço na renovação dos paradigmas educativos e aponta a necessidade de explorar o potencial dessas redes de forma cooperativa. Nesse cenário, Pierre Lévy, estudioso da cibercultura, coloca: (...) a rede é, antes de tudo, um instrumento de comunicação entre pessoas, um laço virtual em que as comunidades auxiliam seus membros a aprender o que querem saber. Os dados não representam senão a matéria-prima de um processo intelectual e social vivo, altamente elaborado. Enfim, toda inteligência coletiva do mundo jamais dispensará a inteligência pessoal, o esforço individual e o tempo necessário para aprender, pesquisar, avaliar e integrar-se a diversas comunidades, sejam elas virtuais ou não. (LÉVY, 1998, p. 2) Comunidades são grupos de pessoas que compartilham interesses, atividades ou relacionamentos comuns. Exemplos: comunidade familiar, comunidade acadêmica, comunidade local, comunidade esportiva. A identidade de uma comunidade é dada por sua história, sua cultura, pela convivência e criação de vínculos entre seus membros, que são definidas a partir de acordos e normas de relacionamento. Da mesma forma, comunidades virtuais podem ser explicadas como grupos que surgem no ciberespaço, por meio da comunicação mediada pelas redes de computadores. O grupo de pessoas que “habita” uma comunidade virtual é formado por todos os indivíduos que participam das atividades propostas. Juntos, embora possam estar geograficamente muito distantes, partilham idéias ou desenvolvem tarefas que se complementam. São motivados por interesses comuns. Compartilham experiências, atitudes e informações. Agem de acordo com as normas estabelecidas pela comunidade. Comunidades virtuais de aprendizagem são processos de trabalho alicerçados na associação e na troca,focados nas relações entre as pessoas. Adotar essa metodologia implica privilegiar compartilhamento, interação, produção coletiva, transformação e atualização de conhecimentos, socialização de experiências, aprendizagem fundamentada em trabalho cooperativo em rede. Conforme alguns autores têm acentuado: (...) o modelo de educação tradicional, baseado primariamente no conceito de que o professor e a escola/sala de aula são ilhas, que vivem isolados e sem conexão com a sociedade ou outras instituições de ensino, não gerará competência numa sociedade do conhecimento (...). As redes permitem que a educação se torne interinstitucional, expandindo imensamente o acesso de alunos e professores a recursos de informação e a conhecimento especializado em todo o mundo, nas melhores instalações disponíveis. (HARASIM et al., 2005, p. 338) Estimular educandos a serem sujeitos ativos da construção do conhecimento é pressuposto de um ensino de qualidade. À medida que o professor favorece que seus alunos se vejam como protagonistas, mais facilmente eles se perceberão como parte de uma comunidade virtual colaborativa. Para tanto, é necessário desenvolver:
Para que o aluno participe com autonomia de uma comunidade virtual, duas condições são fundamentais: liberdade e capacidade de ação intencional. Agir com autonomia em comunidades virtuais significa saber identificar e utilizar os recursos oferecidos pela comunidade e por outros espaços na Web.
Fonte: Comunidades virtuais: aprendizagem em rede. (Coleção EducaRede: Internet na Escola; v.5).
28/10/2008
|
|
|
||||||||||||||||||||||